Origem
Montanhas capixabas: o terroir por trás do Morus e do Nero
Quando falamos de café de altitude no Brasil, o Espírito Santo é protagonista silencioso. As montanhas capixabas — com picos que ultrapassam fácil os mil metros — criaram um terroir único: noites frias, maturação lenta e grãos densos, carregados de açúcares e complexidade.
É dali, da Fazenda Miranda, em Afonso Cláudio, a 1.100 metros de altitude, que vêm dois cafés da nossa estante atual: o Morus e o Nero.
Michel Mendonça: a nova geração
Michel é parte de uma geração de produtores jovens que está reinventando o café capixaba. Em vez de vender volume para cooperativas, ele aposta em microlotes: talhões pequenos, colheita seletiva, experimentação constante nos processos pós-colheita — e a paciência de quem sabe que qualidade não tem atalho.
O resultado aparece na xícara, e em dose dupla:
Mesmo terroir, dois caminhos
Morus — a fermentação. Um Catuaí 81 que passa por 50 horas de fermentação induzida. O processo amplifica o frutado e cria uma xícara vibrante de ameixa, uva verde e mel — limpa, suculenta, cheia de personalidade.
Nero — a pureza. Um Catuaí 44 de processo lavado, que mostra o terroir sem filtros: damasco em primeiro plano, dulçor de açúcar mascavo e uma acidez delicada de pera. Elegância em estado bruto.
Provar os dois lado a lado é uma aula prática de como o processamento molda o sabor — mesma fazenda, mesmo produtor, mesma altitude, duas experiências completamente diferentes.
Por que isso importa para nós
A Pandora nasceu para garimpar exatamente esse tipo de história: produtores com nome, técnica e ambição, em regiões que o mercado de commodity ignora. Quando você compra um microlote assim, está financiando a próxima safra de experimentação — e bebendo o resultado da anterior.
O Morus e o Nero estão disponíveis em lotes limitados. Quando acabam, só na próxima safra.