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Íris: o gesha premiado que a Pandora arrematou em leilão
Todo ano, os melhores produtores do Caparaó separam os lotes mais especiais da safra e colocam em leilão. É assim que nascem os cafés mais raros da Pandora Roasters, e foi assim que o Íris chegou até nós: um gesha natural fermentado que arrematamos na 8ª edição do Conexão Caparaó, direto das mãos de um produtor de 18 anos que já desponta como um dos nomes a acompanhar na região.
O que é o Conexão Caparaó e por que um leilão de café importa
O Conexão Caparaó é um evento que reúne produtores da região do Caparaó, entre Minas Gerais e Espírito Santo, para apresentar e leiloar os lotes mais bem avaliados da safra. Já explicamos em detalhe o que torna essa região tão especial para o café brasileiro, mas vale reforçar o motivo do leilão existir: ele é uma forma de o produtor ser remunerado pelo valor real do trabalho, e não pelo preço médio de commodity que o mercado tradicional costuma pagar.
Quando uma torrefação como a Pandora entra num leilão desses, está competindo por um lote único, que não vai se repetir do mesmo jeito na safra seguinte. Foi disputando nesse cenário que garantimos o Íris, ficando em 4º lugar no leilão entre os lotes mais concorridos do evento.
Quem produziu o Íris
Por trás do Íris está Pedro Inácio Lacerda, produtor do Sítio Pedra Menina, em Dores do Rio Preto, no Espírito Santo. Pedro tem 18 anos e representa uma geração nova de produtores do Caparaó: cresceu envolvido na lavoura da família e, ano após ano, vem acumulando reconhecimento pela qualidade e pelo cuidado que aplica em cada etapa da produção, da colheita ao processamento.
É esse tipo de história que a gente gosta de trazer para perto do cliente. Quando Felipe Bruzzi e Bruno Campos, os dois sócios que tocam a torra da Pandora, escolhem um lote de leilão, não estão comprando só um café de pontuação alta: estão apostando num produtor específico, com nome, rosto e trajetória, e trazendo essa história junto com o grão.
O café: gesha natural fermentado
O Íris é um café gesha brasileiro, a mesma variedade que já rendeu um artigo inteiro explicando por que ela custa mais e é tratada como o topo da cadeia do café especial. Neste lote específico, o processo é natural fermentado: o café é colhido, seco com a fruta inteira ao redor do grão e passa por uma fermentação controlada antes da secagem, uma técnica que intensifica doçura e complexidade aromática.
Na xícara, o resultado é um café floral e ao mesmo tempo frutado: notas de jasmim, doçura de morango, acompanhadas por nectarina e uma acidez cítrica de bergamota, com final limpo, elegante e que continua na boca por bastante tempo depois do último gole. É um perfil bem diferente de um café encorpado do dia a dia, mais parecido com uma taça de chá floral do que com o café tradicional que a maioria das pessoas está acostumada a tomar.
Uma edição limitada, de verdade
O Íris chegou em 100 gramas por pacote, disponível só em grão. Não é estratégia de marketing: é o tamanho real do lote que arrematamos, e quando essas 100 gramas acabarem, não tem reposição possível até a próxima safra e o próximo leilão. Por isso recomendamos moer na hora, em pequenas quantidades, para não desperdiçar um café que não vai se repetir do jeito que está agora.
Para tirar o melhor desse tipo de lote, um método de filtro como o V60 costuma valorizar mais as notas florais e cítricas do que métodos que dão mais corpo ao café. Se você ainda não tem prática com filtro, vale conferir nossa receita simples de V60 antes de abrir o pacote do Íris.
Onde encontrar o Íris
O Íris está disponível em quantidade limitada na página do produto, torrado nas mesmas torras semanais que Felipe e Bruno conduzem na Barra da Tijuca. Se o lote já tiver esgotado quando você estiver lendo isso, vale a pena acompanhar a coleção de nanolotes da Pandora: cafés como o Íris aparecem justamente ali, sempre que um leilão ou uma parceria com produtor resulta num lote pequeno demais para virar item de prateleira permanente.
Cafés assim são o motivo pelo qual vale a pena experimentar variedades diferentes de tempos em tempos. Um gesha como o Íris não substitui o café do dia a dia, mas mostra até onde a xícara pode ir quando o produtor, o processo e a torra se alinham num lote só.